Às vezes pergunto-me se é de mim (esquizo-histerinesgotável em estado estimulado) ou da vida que me acontece (estimulo-frenética em modo não-me-acabo-nunca). Há um ritmo tambor bomba de sangue que bate-bate sem parar aqui dentro, um pulso bombo, um passo largo, passo besta, força bruta.
O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que nao foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aquí não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados para os repetir, e traçar caminos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já. Saramago. Viagem a Portugal.
miércoles, 8 de julio de 2015
Revolução
jueves, 4 de junio de 2015
Isto não é uma carta de despedida.
(splash, ah mierda!).
em modo não-me-acabo (nunca),
martes, 19 de mayo de 2015
meu pulso (sempre) tambor
martes, 21 de abril de 2015
Formato Despedida: On
sábado, 21 de marzo de 2015
(re) Introdução.
Flash. Estava em silêncio no deserto chileno perdida entre o sal e a lua, a bicicleta emprestada aos pés, enfiados em botas esburacadas, o cabelo enrolado em tranças e o cigarro enrolado entre os dedos, os vinte anos abertos em leque. (os monólogos roucos sem voz com a voz despejada maior do que antes)
Flash. Estava em silêncio no último semáforo antes da curva do aeroporto, a mochila aos pés abandonados numa calma maior do que o pulso tambor, as mãos quietas repousadas no colo, a decisão de um salto maior. (“até já”).
Foram todos o mesmo momento, como um papel dobrado sobre as mesmas linhas. A minha verdade encontrada num silêncio que me é pouco próprio. O peito a abrir devagar de-rompante, sem histerias nem gritos, nem mas nem medo. O ritmo cardíaco mais lento, num vagar suspenso contemplação pulso tambor forte sem pressa, a respiração em ritmo lento como se estivesse debaixo de água, sentir com ar a entrar-me no corpo, a vida em todas as veias, e emergir.
Flash, flash, flash, e em todos respirei mais fundo e em maior silêncio, como se o céu me engolisse inteira e me cuspisse maior, como se o peito se me transformasse em cúpula.
– e voltar a desencruzilhar, escolher todas as vezes dançar todas as cores e beber todas as danças e cantar todas as línguas e comer todos os beijos e beijar todas as musicas e escrever todas as palavras e embriagar-me de vida e luta e amor e liberdade.
Sem flash, luz natural. Vamos a jogo, voltar à superfície para buscar o ar que já faltava. Não parto; estou chegando.
