Estou num estado de adrenalina boa. Num de excitaçãozinha mal escondida, de pezinhos saltitando em curtos espaços, de vontadinha, ai que bom ai que bom.
Às vezes pergunto-me se é de mim (esquizo-histerinesgotável em estado estimulado) ou da vida que me acontece (estimulo-frenética em modo não-me-acabo-nunca). Há um ritmo tambor bomba de sangue que bate-bate sem parar aqui dentro, um pulso bombo, um passo largo, passo besta, força bruta.
O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que nao foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aquí não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados para os repetir, e traçar caminos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já. Saramago. Viagem a Portugal.
viernes, 28 de febrero de 2014
(Do que aí vem)
Estou num estado de adrenalina boa. Num de excitaçãozinha mal escondida, de pezinhos saltitando em curtos espaços, de vontadinha, ai que bom ai que bom.
jueves, 27 de febrero de 2014
Do Chico
Foste uma companhia do caraças, Chico. E foi mesmo um prazer ter-te parte desta Santa Fé e desta vida de esquinas porteñas. Já ganhaste o Óscar dos-que-passaram.
Ps. Limpa-me essa lagriminha, meu maricas.
sábado, 15 de febrero de 2014
Ondé queu ia? (das margens)
Em Lisboa, o gozo dos dias lentos entrelaçado na frustração da chuva diária. Mas a família reunida no sul em tardes gargalhadas, o peixe sobre a toalha de papel amarfanhada na fonte da telha (e ai o queijinho, e ai o pãozinho, e uma dose de cadelinhas), os tascos do coliseu com amigos da alma e o prato do dia à noite a menos de cinco euros, as noites ébrias da Bica perdidas improvisadas, os copos, as contas, os brindes ao futuro próximo, ai que bom, e voltar sempre à Mesa da cozinha de Casa, a preguiça esparramada no sofá de Casa, o bom-dia boa-noite todos os dias e todas as noites cheios de prazerosa normalidade, como se sempre. Casa.
De novo o Mar, e partir. Cruzar, mudar de Margem!

