Às vezes pergunto-me se é de mim (esquizo-histerinesgotável em estado estimulado) ou da vida que me acontece (estimulo-frenética em modo não-me-acabo-nunca). Há um ritmo tambor bomba de sangue que bate-bate sem parar aqui dentro, um pulso bombo, um passo largo, passo besta, força bruta.

O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que nao foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aquí não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados para os repetir, e traçar caminos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já. Saramago. Viagem a Portugal.


jueves, 27 de febrero de 2014

Do Chico

Como se não bastasse ter fechado o Pekados (com k) e eu bem disse que era o fecho de um ciclo.
Daqui a seis horas parte-me o Chico, e com ele uma parte da minha Casa argentina.
Sem mariquices sem dramalhões. O Chico fica para sempre, claro, e essa é a melhor parte destes raros pontos de encontro que saltam da História para o faz-parte.
Mas Buenos Aires vai perder muitos bora lá’s, irrequietudes, movimento, sempre-vontade.
Entre o bom dia atrasado em cuecas a correr pelo corredor de escova de dentes em punho e o até quenfim ao final da tarde ao final do dia atirado para o sofá, como é que foi esse dia, abrimos uma cerveja?, as tardes de parque, os dias de feira, as noites de reggaeton y chamuyo, os fins-de-semana irrequietos sem importar a ressaca, e a boa disposição incondicional desde há (exactamente) um ano deste Chico-casa.

Foste uma companhia do caraças, Chico. E foi mesmo um prazer ter-te parte desta Santa Fé e desta vida de esquinas porteñas. Já ganhaste o Óscar dos-que-passaram.




Ps. Limpa-me essa lagriminha, meu maricas.


Pps. Visitaremos. Soon. Prepara uns colchões.



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