Às vezes pergunto-me se é de mim (esquizo-histerinesgotável em estado estimulado) ou da vida que me acontece (estimulo-frenética em modo não-me-acabo-nunca). Há um ritmo tambor bomba de sangue que bate-bate sem parar aqui dentro, um pulso bombo, um passo largo, passo besta, força bruta.
O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que nao foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aquí não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados para os repetir, e traçar caminos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já. Saramago. Viagem a Portugal.
martes, 5 de febrero de 2013
Diz que ela
Notas relevantes:
- ele há jardim interior;
- ele há sol;
- ele há música escolhida todo o dia, tomada com maté e misturada com línguas várias e histórias que se ensinam aos de-fora, las callecitas Buenos Aires tienen ese, qué sé yo, viste?,
(é ver a vida ressuscitar com os ares de fevereiro, como as gentes e a cidade e os ânimos, que já moribundos iam).
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