Às vezes pergunto-me se é de mim (esquizo-histerinesgotável em estado estimulado) ou da vida que me acontece (estimulo-frenética em modo não-me-acabo-nunca). Há um ritmo tambor bomba de sangue que bate-bate sem parar aqui dentro, um pulso bombo, um passo largo, passo besta, força bruta.

O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que nao foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aquí não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados para os repetir, e traçar caminos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já. Saramago. Viagem a Portugal.


jueves, 4 de octubre de 2012

Vivos e de saúde

Para descanso das almas.
(sim, sim, também estamos pretos que dói)



5 comentarios:

Anónimo dijo...

Pintaste a trunfa, desnaturada?

catarina dijo...

Solinho puro!

Xinha dijo...

Mas que grande máquina...! se é que m'entendes!!!!

p.s.: estao lindos de morrer! Saudades!

Anónimo dijo...

Sou, de facto, uma Mãe tranquila: só agora percebi por que razão poderiam não estar vivos e de saúde!

Anónimo dijo...

Pois eu não sou uma mae nem tia tranquila - importas-te de arranjar um chapelinho, um protector solar e não ter pores tanto ao sol?
E o barbudinho tambem, apesar desse ar marroquino.
bj